domingo, 10 de abril de 2011

Quanto mais velhos ficamos, mais distintos são nossos traços de personalidade


667818 SXC Quanto mais velhos ficamos, mais distintos são nossos traços de personalidade
Quanto mais velhos ficamos mais os traços de personalidade se tornam acentuados. A constatação é de uma pesquisa feita com idosos com idades entre 70 e 90 anos.

A maioria das pessoas, ao tentar imaginar um grupo de idosos, considera que esses indivíduos formam um aglomerado homogêneo, doente e que não consegue tomar as próprias decisões. Uma pesquisa da Universidade de Gothenburg, na Suécia, indica um caminho totalmente oposto: quanto mais velhos ficamos maiores as diferenças entre os indivíduos que compõem o grupo se manifestam, ao contrário dos grupos compostos por pessoas mais jovens.
O pesquisador Bo Eriksson estudou os dados coletados por uma pesquisa longitudinal – de longa duração e feita com uma ampla gama de indivíduos – que acompanhou pessoas nascidas no início do século XX. “A percepção geral é a de que pessoas idosas têm interesses, valores e estilos de vida similares, e isso pode levar à uma discriminação com base na idade. O que encontramos, entretanto, é que esses estereótipos são completamente errôneos”, diz o pesquisador.
A pesquisa à qual Eriksson teve acesso foi feita em 1971 por um grupo multidisciplinar da Universidade de Gothenburg, e acompanhou cinco grupos de pessoas com média de idade de 70 anos no total de 30 anos de pesquisa.
Diferenças afetam a longevidade
Eriksson observou como as condições sociais podem afetar a longevidade. Ele chegou a cinco mecanismos que influenciam nessa equação. Os dois primeiros estavam relacionados à criação de fatos sociais, como, por exemplo, projetos e concessões sociais feitos pelos indivíduos e que ajudam na criação de uma identidade pessoal.
Um terceiro mecanismo diz respeito a como as pessoas constroem e mantêm a autoestima ao ter sucesso superando desafios e problemas durante a vida. Já as conversas diárias com companheiros e pessoas conhecidas ajudam a diminuir a ansiedade e proporcionam melhor discernimento diante de tomadas de decisão, além de melhorar a atenção e o funcionamento da memória de modo a conservar a saúde mental.
“Juntos, esses mecanismos também contribuem para a execução de uma atividade física diária e isso se traduz em benefícios para o corpo”, sendo esse o quinto mecanismo de acordo com as conclusões de Eriksson.
A pesquisa aponta que a combinação desses cinco fatores é que poderia ajudar a determinar a longevidade de um indivíduo e quanto mais velhas as pessoas ficam mais díspares as respostas e combinações entre esses fatores protetores se manifestam e que influenciam para mais ou menos os riscos na saúde física e mental. Ao contrário, as pessoas mais jovens têm mais respostas similares a todas essas questões, seguindo um padrão mais determinado o que impossibilitaria analisar individualmente a questão da longevidade.
Os resultados da pesquisa podem ajudar a profissionais e pesquisadores da área médica a determinarem quando é necessário acompanhar de forma mais individual os problemas enfrentados por pessoas de uma determinada idade. Em contraposição, certos acompanhamentos podem ser feitos com base em estatísticas mais generalistas e garantiriam que campanhas de prevenção, por exemplo, pudessem ser aplicadas em grupos amplos, pois quanto mais jovem fosse esse grupo, mais homogêneas as respostas.
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University of Gothenburg

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