sábado, 16 de abril de 2011

O valor da cortesia


"É muito cômodo aguardar, culpar e justificar a falta de práticas educadas devido à inconveniência do outro"



Uma das grandes preocupações de um pai, quando seus filhos eram pequenos, consistia em fazê-los compreender o valor da cortesia na vida.
Por várias vezes, os filhos perceberam o quanto irritava o pai o hábito de interromper um diálogo entre duas ou mais pessoas. João, um dos filhos, era mestre nesse tipo de inconveniência.
Certa manhã, bem cedo, o pai convidou João para ir ao bosque a fim de ouvir o cantar dos pássaros. João adorou a idéia e lá foram ambos. Após algum tempo de caminhada, o pai parou em uma clareira. Depois de breve silêncio, perguntou:
– Você está ouvindo alguma coisa além do canto dos pássaros? João prestou mais atenção aos sons e, após alguns segundos, respondeu:
– Estou ouvindo o barulho de uma carroça… deve estar descendo pela estrada.
– Isso mesmo, disse o pai. É uma carroça vazia.
Mas, de onde estavam, não era possível ver a estrada. João, admirado com a percepção do pai, perguntou:
– Como pode o senhor saber que está vazia?
– Ora, é muito fácil, filho. Você não sabe por quê?
– Não! “” respondeu João intrigado.
Nessa hora, o pai colocou a mão nos ombros do filho e, com olhar profundo, explicou:
– É por causa do barulho que ela faz. Quanto mais vazia a carroça, mais barulhenta se torna.
João não disse nada, mas ficou por muito tempo pensando no comentário do pai. Apenas depois de muito tempo, João conseguiu compreender o ensinamento.
Hoje, João é adulto. Sempre que observa uma pessoa tagarela e inoportuna, interrompendo, intempestivamente, a conversa de todos, ou quando ele próprio vê-se prestes a fazer o mesmo, imediatamente lembra da voz de seu pai na clareira do bosque:
– Quanto mais vazia a carroça, mais barulhenta se torna!
Educação, cortesia, compreensão, respeito são alguns valores que aprendemos e carregamos desde crianças. Muitos indivíduos prezam pela sua prática durante a vida; outros parecem esquecê-los.
Nosso cotidiano é repleto de mandos e desmandos, incoerências, dissabores, falta de cortesia e educação, ausência de respeito e comportamentos antiéticos.
Por vezes esperamos que o outro tome a iniciativa de uma boa ação ou palavra e nos esquecemos que, se quisermos que o outro o faça, devemos agir primeiro.
É muito cômodo aguardar, culpar e justificar a falta de práticas educadas devido à inconveniência do outro.
A parábola acima, de autor desconhecido, faz-nos lembrar das bases da boa convivência. Saber ouvir, não importa quem, é obrigatório nos círculos profissionais e pessoais.
Bons relacionamentos são construídos também baseados em respeito, cortesia, ética, lealdade e educação. Deve começar por alguém. Que seja por mim.
Pense nisso.
Abraços e paz profunda!



Por Danusa Leão


A cortesia é um modo de evitar o caos
A verdadeira cortesia é pensar no outro, antes de pensar em si mesmo

É tão fácil ser gentil; só que para alguns a gentileza é dirigida. Eles são gentis com o gerente do banco, com o chefe, com a amiga rica – com pessoas, de alguma maneira, importantes. Isso não tem nada a ver com a verdadeira gentileza. Esta, quando verdadeira, é exercida naturalmente com o motorista de táxi, a vendedora, a empregada doméstica. Um “obrigada” dito com um sorriso não custa muito, custa? E a vida fica melhor para quem diz e para quem ouve.

Você tem sido gentil ultimamente? Responda rápido: quando acha aquela vaga para o carro, faz uma manobra e entra de frente, bem depressa, vendo que outra pessoa estava manobrando para entrar de ré? Fura fila para pegar o autógrafo do autor no dia do lançamento do livro? Cede o lugar no ônibus para uma mulher grávida ou fica lendo uma revista fingindo que nem viu aquela barriga enorme? Se respondeu sim às três perguntas, está precisando entrar na onda da gentileza.

Este é o momento de conviver mais gentilmente com nosso semelhante. Um sorriso, segurar a porta para o outro passar significam a mesma coisa, aqui ou em qualquer lugar do mundo. Se tratada com gentileza, a pessoa, por um instante que seja, se sente especial, e isso a faz não se sentir tão só.

A verdadeira cortesia é pensar no outro, antes de pensar em si mesmo. Se duas pessoas querem passar por uma porta estreita, uma vai ter que dar o lugar à outra. Isso é cortesia. Se estendo a mão com um sorriso, o outro também estende a sua e me retribui o sorriso. As pessoas se imitam. Se eu te trato mal, você também me trata mal. Continuamos a nos imitar. O uso da cortesia é uma maneira de evitar o caos. O mundo está cada vez mais povoado e, quanto mais gente existir, mais precisamos que as pessoas sejam gentis umas com as outras.



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