sexta-feira, 18 de março de 2011

Manteiga X margarina. Qual é a diferença?


   

As margarinas são as maiores fontes de ácidos graxos trans (AGT) do que a manteiga (1). Os AGT são formados durante o processo de hidrogenação do óleo vegetal e aumentam o colesterol plasmático do tipo LDL (lipoproteína de baixa densidade) (2). Além disso, alguns estudos indicam também que o consumo de ácidos graxos trans (AGT) tem impacto direto no risco de desenvolvimento de doenças cardíacas coronarianas (3).

A manteiga, ao contrário da margarina, é pobre em AGT, porém rica em ácidos graxos saturados (4), que são lípides de origem animal. De acordo com a RDA (Recommended Dietary Allowances), deve-se limitar o consumo da proporção de gordura saturada a um mínimo de 10 % das calorias totais (5) ao dia para afastar o risco de doenças cardiovasculares.

Uma alternativa para se consumir os produtos que sejam fontes vegetais de gordura sem prejudicar o perfil lipídico é substituir a manteiga por “margarinas light”, com quantidades reduzidas de ácidos graxos trans (AGT). Porém, margarinas comuns, de alto teor de AGT, não conferem benefício sobre a manteiga (4).

Observe na tabela abaixo os tipos de gorduras presentes em margarinas e na manteiga (gramas/porção*) (6).

Quantidade de gorduras fornecida por porção de manteiga ou margarina

Produto 
gordura total (g)
gordura saturada (g)
gordura trans (g)
gordura trans + saturada (g) 
Manteiga 
10,8
7,2
0,3
7,5
Margarina bastão
11,4
2,3
2,4
4,7 (82% gordura) 
Margarina tubo
11,2
1,9
1,1
3,0 (80% gordura)


*uma porção é definida como 13-14 g, aproximadamente uma colher de sopa de manteiga ou margarina


Referência (s)

1. Gillman MW, Cupples LA, Gagnon D, et al. Margarine intake and subsequent coronary heart disease in men. Epidemiology. 1997;8(2):144-9.

2. Mauger JF, Lichtenstein AH, Ausman LM, et al. Effect of different forms of dietary hydrogenated fats on LDL particle size. Am J Clin Nutr. 2003;78(3):370-5.

3. Zock PL, Katan MB. Butter, margarine and serum lipoproteins. Atherosclerosis. 1997;131(1):7-16.

4. Gillman MW, Cupples LA, Gagnon D, et al. Margarine intake and subsequent coronary heart disease in men. Epidemiology. 1997;8(2):144-9.

5. Thomas PR. Diretrizes para Planejamento Dietético. In: Mahan LK, Stump SE, editores. Krause: Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. São Paulo: Roca; 1998. p. 341-69.

6. McCann A, Pennington JA, Smith EC, et al. FDA's Factored Food Vocabulary for food product description. J Am Diet Assoc. 1988;88(3):336-41.

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