quinta-feira, 1 de outubro de 2009

AUTODEFESA

A autodefesa é sempre algo de ingrato para qualquer praticante de artes marciais.
Quando ele bate é um mau caráter, porque pratica artes marciais e se prevalece dos mais fracos; se é vencido numa luta, é medíocre porque pratica artes marciais e apanha de todos.
Analisemos então quando começa a autodefesa.
Muitos dirão que é quando se defende de um ataque vindo de outra pessoa. Julgo isso ERRADO! Para mim começa na PREVENÇÃO.
Se usarmos nosso instinto e inteligência para lidarmos com as situações que nos deparamos no dia-a-dia de maneira preventiva iremos certamente vencer todos os desafios, mas quando não há solução e não dá para contornar a situação e a violência acontecer, aconselho que:
1 – Jamais menospreze o adversário. Julgue-o sempre como se ele fosse a pessoa mais perigosa do mundo, pois poderá estar armado e ainda usar de golpes sujos.
2 – Não use técnicas bonitas, mas sim eficazes. “Porque chutar na cabeça, quando podemos bater no joelho?” Esta regra é sem dúvida alguma das mais importantes. É freqüente vermos utilizar técnicas que gastam muita energia expondo os praticantes ao perigo, quando poderiam ser mais eficazes, econômicas, rápidas e decisivas.
3 – Observe os perigos do ambiente, festas, discotecas, clubes, rua, etc. e o tipo de pessoas que os freqüentam.
4 – Não é necessário ficar constantemente desconfiado a espera de agressão física, mas saiba o momento correto para iniciar a autodefesa. Existe uma linha a qual depois de ultrapassada não há retorno. Cabe a cada um perceber onde está essa linha. A experiência mostrará que antecipar e evitar é uma atitude mais sábia do que esperar o confronto físico em si.
5 – Quando se parte para a violência, não se pode pensar noutra coisa que não seja a vitória absoluta. Não se pode pensar no “após”, mas sim no “durante”. Bater onde for mais eficaz.
6 – Quando se enfrenta um grupo é preciso muito sangue-frio, capacidade de decisão. Observar sua estratégia; quem é o líder? É ele que precisa ser posto fora de combate primeiro ou primeiro aqueles que julgamos mais fortes ou os mais fracos, para impormos medo?
O Karatê em si é um método altamente eficiente de defesa pessoa, mas é necessário que seus braços e pernas sejam treinados sistematicamente, de modo que o possibilite defender-se de qualquer tipo de inimigo. A prática do Karatê é um caminho longo e requer anos de muita dedicação.
7 – Nunca se precipite. É muito comum que o principiante de Karatê notando seu rápido progresso, seja levado por uma onde de impetuosidade, sentindo a necessidade de testar os conhecimentos adquiridos. Esta idéia distorcida deve ser sanada a tempo para que não venha a afastá-lo do real objetivo da arte.
8 – O treinamento do Karatê como defesa pessoal se divide em três etapas:
a) Percepção (captar a intenção do adversário;
b) Decisão (decidir conscientemente qual a atitude a ser tomada);
c) Ação (reação, execução).
Este tipo de pensamento permite ao praticante, numa situação de perigo, fazer uma real avaliação da causa, discernir o melhor modo de agir, e tomar uma atitude consciente.
9 – O verdadeiro valor do Karatê não está em sobrepujar os outros pela força física. Nesta arte marcial não existe agressão na sua extensão e sim nobreza de espírito, domínio da agressividade, modéstia e perseverança. Quando for necessário, ter a coragem de enfrentar milhões de adversários e vibrar no seu interior.
Mestre Funakoshi disse: “Para o homem que sai do seu portão, existem milhões de adversário”. Olhando-se por este ângulo, julgo que se você realizou tudo que deveria fazer, não procurou nenhum tipo de desentendimento com quem quer que seja e evitou os conflitos que poderiam surgir, você obteve a maior das vitórias, cujo prêmio é a sua paz de espírito.

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