segunda-feira, 19 de julho de 2010

RELACIONAMENTO EROS



O ser humano experimenta, basicamente, três formas de amor, identificadas pelos antigos gregos como:
Eros, que está centrado na dependência dos parceiros;
Filos, que se baseia na segurança;
Ágape, o amor incondicional.
RELACIONAMENTOS EROS
Os relacionamentos eros acontecem ao acaso, geralmente com uma pessoa do sexo oposto, freqüentemente sem relação com razão ou lógica, e são intensos, física e emocionalmente. O amor de eros percorre os hormônios, as glândulas e os órgãos, afetando as emoções em formas excêntricas. Esse tipo de amor manipula campos áuricos, elétricos e magnéticos, às vezes resultando em sentimentos, pensamentos e atitudes até então desconhecidos. Tipicamente não "nos apaixonamos" realmente pela pessoa, mas por quem queremos que ela seja. O amor de eros tende a ser fictício. Projetamos e fantasiamos nossas expectativas com relação a nosso parceiro. Chegamos ao ponto de dizer: "Eu preciso de você; conseqüentemente, eu o amo." Mais tarde, acontece o inevitável. Começamos a perceber que as qualidades imaginadas nunca existiram. Começamos a ver o parceiro como ele realmente é, não mais como queremos que seja. O amor diminui gradualmente, e a experiência se torna
dolorosa. Dói "desapaixonar-se".Não conseguimos aceitar nosso parceiro como ele é e não nos vemos como seres que podem ser aceitos. Nessa fase, não nos vemos e nem somos completos ainda, por isso procuramos por alguém que nos complete, que preencha os espaços vazios. Nos relacionamentos eros, atraímos parceiros que têm o que falta em nós. E, quando encontramos a peça que faltava, achamos que ela forma uma dupla! As pessoas se apaixonam por causa da correspondência de vulnerabilidades e inseguranças, não por causa da correspondência de forças. Eros é extremamente poderoso. As barreiras do ego que mantínhamos de forma tão eficiente vêm abaixo e "nos apaixonamos", apesar de não querermos ou pretendermos isso! Somos absolutamente impotentes. Nesse tipo de paixão, a intensidade de eros é sempre temporária. Chega o momento em que acaba a lua-de-mel. Os problemas têm início quando, dolorosamente, começamos a reconhecer no nosso parceiro características que não são exatamente o que pensávamos. As defesas se erguem novamente à medida que os dois amantes começam, gradualmente, a reaprender que são pessoas diferentes, com identidades diferentes.

Às vezes, rapidamente saímos do relacionamento que fracassou e, como remédio, procuramos outra pessoa por quem nos apaixonar. Acalentamos a idéia de apaixonar-nos e viver felizes para sempre. Criamos as barreiras do ego umas após as outras, enquanto buscamos o relacionamento "perfeito", barreiras geradas por experiências do passado, resultado de muita "roupa suja", infelicidade, miséria, projeção, acusação, culpa e censura de relacionamentos anteriores, e isso invariavelmente é levado para o novo relacionamento.

SEJAM BEM VINDOS!

"A todos que passarem por essa página, desejo que Deus os abençoem e que traga a todos um raio de esperança e fé.