Vivemos tempos difíceis, e para não criarmos inimizades é só não emitir nenhum pensamento, ficar calado diante de tudo que ocorre ao nosso redor, em especial na política, e de preferência não manifestar nenhuma crítica ao ídolo político desse ou daquele, pois se exercer esse direito de expor o que pensa, o clima de guerra se apresenta gratuitamente. Há pessoas que passa anos e não lhe dá sequer um bom dia na Rede Social, mas, caso expressamos algo que macule a imagem do seu político de estimação, pronto, a pessoa se acha autorizada a querer lhe dar lição do que deve ou não falar ou pensar. Isso se chama egoísmo, radicalismo e demonstra uma grande falta de inteligência e educação. Somos livres, vamos colocar a amizade acima de pontos de vista. Eu tenho um critério na Rede Social, quando não concordo com algo que alguém posta na Internet, mantenho o meu silêncio, pois, se não posso elogiar, no mínimo vou respeitar o direito da pessoa expressar o que pensa, sem exigir que essa se justifique do que está expondo. Não dê palpite onde não é solicitado, e respeite a liberdade de expressão das pessoas. Fica a dica! Dinei Faversani, Dinei Léia Faversani e Mariléia A. Fornitani Faversani.
“Nunca pronuncies estas palavras: “isto eu desconheço, portanto é falso“. Devemos estudar para conhecer; conhecer para compreender; compreender para julgar“. – Aforismo de Narada.
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terça-feira, 16 de junho de 2020
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
UMA CAMPANHA CONTRA A MAGISTRATURA (E O PODER JUDICIÁRIO)
Uma campanha desvinculada de ética e imparcialidade
Por Fernando Henrique Pinto em 17/01/2012 na edição 677
Por conta do desvio de algumas dezenas de magistrados, num universo de
quase 15 mil, instalou-se em alguns setores da imprensa brasileira uma
campanha difamatória contra o Poder Judiciário, campanha que, há muito
desvinculada da ética e da imparcialidade, publica mentiras e meias
verdades, muitas delas de fácil aferição, e omite pontos fundamentais que
deveriam constar de reportagens. A magistratura brasileira – a esmagadora
maioria composta de juízes de primeira instância concursados – está atônita
e muito preocupada com essa campanha difamatória, pelo abalo (já
constatável) que a mesma está causando na credibilidade e respeito ao Poder
Judiciário, com risco, em última análise, ao Estado organizado de Direito e
à própria Democracia.
quase 15 mil, instalou-se em alguns setores da imprensa brasileira uma
campanha difamatória contra o Poder Judiciário, campanha que, há muito
desvinculada da ética e da imparcialidade, publica mentiras e meias
verdades, muitas delas de fácil aferição, e omite pontos fundamentais que
deveriam constar de reportagens. A magistratura brasileira – a esmagadora
maioria composta de juízes de primeira instância concursados – está atônita
e muito preocupada com essa campanha difamatória, pelo abalo (já
constatável) que a mesma está causando na credibilidade e respeito ao Poder
Judiciário, com risco, em última análise, ao Estado organizado de Direito e
à própria Democracia.
O mais recente exemplo dessa situação é o quadro apresentado na página A12
da edição de 15/1 da *Folha de S.Paulo*, na tentativa de incutir no leitor
o quanto supostamente seria mais vantajoso ser servidor público ou agente
político, em vez de trabalhar na iniciativa privada. Numa primeira análise,
e antes de entrar nos detalhes do quadro, percebe-se a insistente covardia
de tais setores da imprensa em não mencionar o Ministério Público, o qual
possui as mesmas garantias e vantagens da magistratura – e na prática, por
vezes, possui até mais vantagens.
da edição de 15/1 da *Folha de S.Paulo*, na tentativa de incutir no leitor
o quanto supostamente seria mais vantajoso ser servidor público ou agente
político, em vez de trabalhar na iniciativa privada. Numa primeira análise,
e antes de entrar nos detalhes do quadro, percebe-se a insistente covardia
de tais setores da imprensa em não mencionar o Ministério Público, o qual
possui as mesmas garantias e vantagens da magistratura – e na prática, por
vezes, possui até mais vantagens.
Ainda em início de análise, os jornalistas Ranier Bragon e Paulo Gama
colocam parlamentares e magistrados “no mesmo saco”, mencionando “carro com
motorista”, “cotão” para “torrar” em restaurantes e até jatinhos, embora
tais vantagens sejam inimagináveis a 99% dos magistrados brasileiros –
“jatinho” então, a 100%. E omitiram, por exemplo, a verba parlamentar para
assessores, enquanto os magistrados paulistas de primeira instância lutam
pela aprovação na Assembleia de uma lei que lhes permita possuir pelo menos
um assessor – cujo salário será infinitamente menor que o de um assessor
parlamentar.
colocam parlamentares e magistrados “no mesmo saco”, mencionando “carro com
motorista”, “cotão” para “torrar” em restaurantes e até jatinhos, embora
tais vantagens sejam inimagináveis a 99% dos magistrados brasileiros –
“jatinho” então, a 100%. E omitiram, por exemplo, a verba parlamentar para
assessores, enquanto os magistrados paulistas de primeira instância lutam
pela aprovação na Assembleia de uma lei que lhes permita possuir pelo menos
um assessor – cujo salário será infinitamente menor que o de um assessor
parlamentar.
*30 dias de férias*
Também mencionaram o recente recesso de 18 dias no final do ano, ocorrido
no Judiciário de São Paulo, esquecendo-se que isso ocorreu com resistência
do Judiciário Paulista e para atender pedidos incessantes da OAB, AASP e
Iasp, com apoio do Conselho Nacional de Justiça, para que os advogados
pudessem ter um descanso. É certo, ainda, que no maior Judiciário da
América Latina (paulista), certamente muitos juízes usaram tal recesso para
colocar o serviço em dia – realidade que muitos da imprensa contestam,
embora já tenham sido inúmeras vezes convidados a constatar.
no Judiciário de São Paulo, esquecendo-se que isso ocorreu com resistência
do Judiciário Paulista e para atender pedidos incessantes da OAB, AASP e
Iasp, com apoio do Conselho Nacional de Justiça, para que os advogados
pudessem ter um descanso. É certo, ainda, que no maior Judiciário da
América Latina (paulista), certamente muitos juízes usaram tal recesso para
colocar o serviço em dia – realidade que muitos da imprensa contestam,
embora já tenham sido inúmeras vezes convidados a constatar.
Adentrando-se, então, no quadro propriamente dito, o que mais chama a
atenção é a ausência de algumas vantagens importantíssimas da iniciativa
privada, e que fazem toda a diferença para a conclusão da análise.
Menciona-se, em primeiro lugar, o limite de 44 horas semanais de trabalho,
além dos quais os trabalhadores da iniciativa privada têm direito a horas
extraordinárias, remuneradas em no mínimo 50% a mais que a hora normal. Na
mesma linha são os adicionais, especialmente o noturno e de periculosidade
(os juízes criminais que o digam).
atenção é a ausência de algumas vantagens importantíssimas da iniciativa
privada, e que fazem toda a diferença para a conclusão da análise.
Menciona-se, em primeiro lugar, o limite de 44 horas semanais de trabalho,
além dos quais os trabalhadores da iniciativa privada têm direito a horas
extraordinárias, remuneradas em no mínimo 50% a mais que a hora normal. Na
mesma linha são os adicionais, especialmente o noturno e de periculosidade
(os juízes criminais que o digam).
Em São Paulo, embora a imprensa não acredite ou não queira que o povo
acredite – ainda que sempre convidada a constatar –, é corriqueiro
magistrados trabalharem muito além de 44 horas semanais, sendo comum o
trabalho em finais de semana, feriados, e até o gasto de um dos períodos de
férias, para colocar em dia a carga de trabalho, que é a mais pesada do
Planeta Terra – conforme dados já publicados pelo Banco Mundial, OMS e OIT.
Só essa realidade compensa com sobras a suposta vantagem de 30 dias a mais
de férias. E se essa “vantagem” fosse trocada por limite de jornada de
trabalho, certamente sairia muito mais caro ao contribuinte.
acredite – ainda que sempre convidada a constatar –, é corriqueiro
magistrados trabalharem muito além de 44 horas semanais, sendo comum o
trabalho em finais de semana, feriados, e até o gasto de um dos períodos de
férias, para colocar em dia a carga de trabalho, que é a mais pesada do
Planeta Terra – conforme dados já publicados pelo Banco Mundial, OMS e OIT.
Só essa realidade compensa com sobras a suposta vantagem de 30 dias a mais
de férias. E se essa “vantagem” fosse trocada por limite de jornada de
trabalho, certamente sairia muito mais caro ao contribuinte.
*Alguns morrem antes de receber direitos*
Outra omissão importante, relativa à iniciativa privada, foi a
possibilidade de recebimento de Participação nos Lucros e Resultados e/ou
Prêmios por Produtividade, o que, em níveis de gerência e diretoria (únicas
funções que se podem comparar à responsabilidade de um magistrado), ocorrem
em valores bem elevados. E compensam com sobras as licenças-prêmio, que nem
todos os magistrados brasileiros possuem – quando são pagas em dia…
possibilidade de recebimento de Participação nos Lucros e Resultados e/ou
Prêmios por Produtividade, o que, em níveis de gerência e diretoria (únicas
funções que se podem comparar à responsabilidade de um magistrado), ocorrem
em valores bem elevados. E compensam com sobras as licenças-prêmio, que nem
todos os magistrados brasileiros possuem – quando são pagas em dia…
Ainda quanto a esse aspecto, é muito comum que empresas privadas custeiem
plano de saúde de boa qualidade aos seus empregados e parentes próximos,
custeiem transporte fretado, além de tais empresas terem obrigação de
manter a salubridade do ambiente de trabalho, sob pena de pesadas multas.
No mesmo sentido, se qualquer trabalhador tiver um direito seu negado,
possui a seu favor a Justiça do Trabalho, cuja eficiência é notória.
plano de saúde de boa qualidade aos seus empregados e parentes próximos,
custeiem transporte fretado, além de tais empresas terem obrigação de
manter a salubridade do ambiente de trabalho, sob pena de pesadas multas.
No mesmo sentido, se qualquer trabalhador tiver um direito seu negado,
possui a seu favor a Justiça do Trabalho, cuja eficiência é notória.
Enquanto isso, os magistrados e servidores do judiciário paulista, com seu
salário líquido (que é substancialmente inferior ao bruto divulgado), têm
que custear do bolso plano de saúde para si e sua família, muitos trabalham
em fóruns que mais parecem escombros e que não passariam por uma
superficial análise do corpo de bombeiros e fiscalização do trabalho. E,
quando não têm pagos seus direitos devidos – inclusive as tão festejadas
férias –, devem se submeter a receber em “suaves prestações” a perder de
vista, ou entrar com ação contra o próprio Judiciário, para receber por
precatório. Alguns morrem antes disso.
salário líquido (que é substancialmente inferior ao bruto divulgado), têm
que custear do bolso plano de saúde para si e sua família, muitos trabalham
em fóruns que mais parecem escombros e que não passariam por uma
superficial análise do corpo de bombeiros e fiscalização do trabalho. E,
quando não têm pagos seus direitos devidos – inclusive as tão festejadas
férias –, devem se submeter a receber em “suaves prestações” a perder de
vista, ou entrar com ação contra o próprio Judiciário, para receber por
precatório. Alguns morrem antes disso.
*O abono de permanência*
Outra matéria importantíssima é o reajuste salarial. Os magistrados não o
têm há quase quatro anos, e a defasagem, no cálculo mais conservador, é de
mais de 15%. E quando pedem mero reajuste das perdas inflacionárias, são
taxados de “marajás”, por perseguir suposto “aumento”. Enquanto isso, a
maioria dos trabalhadores organizados da iniciativa privada possui data
base e, conforme matérias divulgadas pela própria*Folha de S.Paulo*, vêm
tendo reajustes acima da inflação, ou seja, aumento real.
têm há quase quatro anos, e a defasagem, no cálculo mais conservador, é de
mais de 15%. E quando pedem mero reajuste das perdas inflacionárias, são
taxados de “marajás”, por perseguir suposto “aumento”. Enquanto isso, a
maioria dos trabalhadores organizados da iniciativa privada possui data
base e, conforme matérias divulgadas pela própria*Folha de S.Paulo*, vêm
tendo reajustes acima da inflação, ou seja, aumento real.
Importante também mencionar que os trabalhadores da iniciativa privada se
aposentam pelo teto, porque contribuem no limite do teto, sem contar que
uma parcela da contribuição é dada pelo empregador. Enquanto, isso, os
servidores públicos e agentes políticos federais e do Estado de São Paulo
se aposentam com salário integral, porque têm descontado mensalmente de seu
contra-cheque 11% de seu salário bruto.
aposentam pelo teto, porque contribuem no limite do teto, sem contar que
uma parcela da contribuição é dada pelo empregador. Enquanto, isso, os
servidores públicos e agentes políticos federais e do Estado de São Paulo
se aposentam com salário integral, porque têm descontado mensalmente de seu
contra-cheque 11% de seu salário bruto.
Em vez de a *Folha de S.Paulo* mencionar isso, a mesma maquiavelicamente
apenas cita o abono de permanência como se fosse supostamente uma vantagem
do magistrado (que também é dos membros do Ministério Público). Mas na
verdade é uma vantagem do contribuinte, pois se o magistrado, com tempo
para aposentadoria, se aposentasse, seu lugar teria de ser reposto, e o
gasto seria muito maior que o incentivo de 11% para que tal profissional
continue trabalhando, mesmo podendo se aposentar.
apenas cita o abono de permanência como se fosse supostamente uma vantagem
do magistrado (que também é dos membros do Ministério Público). Mas na
verdade é uma vantagem do contribuinte, pois se o magistrado, com tempo
para aposentadoria, se aposentasse, seu lugar teria de ser reposto, e o
gasto seria muito maior que o incentivo de 11% para que tal profissional
continue trabalhando, mesmo podendo se aposentar.
*“Povo” custeia salários milionários*
A *Folha de S.Paulo*, ainda, em vez de mencionar apenas o “salário médio”
do setor privado, podia e deveria apresentar os salários médios – e
vantagens – de profissionais com mesmo nível de capacitação e
responsabilidade de um magistrado (se é que isso é possível), pois
constataria – e informaria seus leitores – que financeiramente não há
vantagem alguma na segunda profissão, ou no mínimo que vantagens e
desvantagens se equiparam.
do setor privado, podia e deveria apresentar os salários médios – e
vantagens – de profissionais com mesmo nível de capacitação e
responsabilidade de um magistrado (se é que isso é possível), pois
constataria – e informaria seus leitores – que financeiramente não há
vantagem alguma na segunda profissão, ou no mínimo que vantagens e
desvantagens se equiparam.
É bom lembrar que, salvo os cargos públicos que dependem de eleição, os
demais cargos públicos são alcançáveis mediante concurso público, de forma
que, se alguém da iniciativa privada quiser usufruir das “vantagens” de ser
agente público, basta fazer como fizeram tais agentes, ou seja, estudaram
horas a fio durante anos, sem prejuízo do trabalho para sustentar a
família, e um dia foram aprovados por seus esforços. Isso significa
“mérito”, e somente em regimes comunistas totalitários é visto como
“privilégio”.
demais cargos públicos são alcançáveis mediante concurso público, de forma
que, se alguém da iniciativa privada quiser usufruir das “vantagens” de ser
agente público, basta fazer como fizeram tais agentes, ou seja, estudaram
horas a fio durante anos, sem prejuízo do trabalho para sustentar a
família, e um dia foram aprovados por seus esforços. Isso significa
“mérito”, e somente em regimes comunistas totalitários é visto como
“privilégio”.
Finalmente, e para desmascarar mais um mito, é bom lembrar que os salários
e vantagens de todas as pessoas são pagos pelo “povo”. Os salários dos
jornalistas e lucros das empresas privadas de jornalismo, por exemplo, são
pago pelos assinantes (“povo”), pelos anunciantes (“povo”), estes últimos
que vendem produtos que são comprados pelo mesmo “povo”.
e vantagens de todas as pessoas são pagos pelo “povo”. Os salários dos
jornalistas e lucros das empresas privadas de jornalismo, por exemplo, são
pago pelos assinantes (“povo”), pelos anunciantes (“povo”), estes últimos
que vendem produtos que são comprados pelo mesmo “povo”.
Logo, o “povo” custeia os salários e vantagens dos servidores públicos e
agentes políticos, tanto quanto custeia os salários milionários de
jogadores de futebol, artistas e apresentadores de televisão, gerentes e
diretores de empresas, de bancos etc.
agentes políticos, tanto quanto custeia os salários milionários de
jogadores de futebol, artistas e apresentadores de televisão, gerentes e
diretores de empresas, de bancos etc.
[Fernando Henrique Pinto é juiz de Direito, São José dos Campos, SP]
Publicado no “PORTAL LUIS NASSIF”: http://blogln.ning.com/profiles/blogs/uma-campanha-contra-a-magistratura-e-o-poder-judici-rio
Texto copiado do Blogger: http://georgelins.com/2012/01/19/uma-campanha-contra-a-magistratura-e-o-poder-judiciario/#comment-2769
domingo, 20 de março de 2011
Incidente no Japão põe energia nuclear na berlinda
Programa energético nacional prevê construção de quatro usinas; situação do país asiático pode influenciar na hora de decidir a localização das novas plantas
A crise nuclear enfrentada pelo Japão traz de volta o debate sobre a viabilidade da exploração da energia nuclear. O país asiático, que depende dessa fonte energética para suprir 40% da demanda, vive ameaça de contaminação por radiação depois que o complexo nuclear Fukushima Daiichi foi seriamente danificado pelo terremoto seguido por tsunami que atingiu a corta nordeste japonesa no dia 11 de março.
Países que dependem da energia nuclear começam a questionar a segurança das próprias usinas. Na Alemanha, a crise oriental incentivou o fechamento de sete reatores que entraram em atividade antes de 1980. Eles permanecerão fechados enquanto o país reavalia sua política de energia nuclear.
No Brasil, onde existem fontes energéticas cuja exploração não oferece riscos, o Programa Nuclear Brasileiro foi reativado no segundo mandato do ex-presidente Lula, com previsão de construir quatro novas usinas. Francisco Rondinelli, diretor da Associação Brasileira de Energia Nuclear (Aben), defende a energia nuclear como questão de segurança energética. ''Ainda está cedo para condenar a energia nuclear. Precisamos aguardar a solução da crise no Japão para podermos conversar com bases mais concretas'', argumenta.
A crise nuclear no Japão evidenciou os riscos da exploração das usinas. O senhor acha que a energia nuclear é realmente viável?
O setor nuclear e a sociedade estão acompanhando os desdobramentos da situação no Japão para poder discutir o tema com mais embasamento. A preocupação atual é suprimir a situação de risco imposta às usinas japonesas. Para isso, a engenharia nuclear projetou uma série de medidas. Acreditamos no funcionamento dessas medidas porque foi um evento externo: terremoto seguido de outros terremotos e um tsunami. Não foi uma falha das usinas, que até suportaram os tremores. O problema foi nas instalações periféricas. Os tanques de combustíveis dos geradores de emergência foram deslocados e o sistema não funcionou. A preocupação hoje é com o desligamento total da usina e o risco de qualquer liberação descontrolada de material radiativo para a atmosfera. O setor está acompanhando a evolução, com expectativa de que a engenharia projetada resolva o problema. É natural que haja questionamentos, mas, no momento, temos que aguardar o desfecho da situação no Japão.
O Programa Nuclear Brasileiro, que foi retomado no governo Lula, prevê a construção de quatro novas usinas no País. Como fica o programa depois da crise japonesa?
A retomada começou com o início de construção de Angra 3, pela necessidade de aumento na geração de energia no parque nacional. A usina precisa ser concluída, porque já recebeu investimentos. Angra 3 está localizada em um sítio que já comporta as outras duas usinas, Angra 1 e 2, cuja performance é excelente em termos de geração e onde nunca houve ocorrências de risco. Uma vez definido o planejamento energético do País, identificou-se a necessidade de uma complementação térmica, pois não dá para depender totalmente das usinas hidráulicas. Como o País não tem carvão, usamos gás, que é importado, e a geração nuclear, que entra como opção porque temos engenharia e tecnologia. É mais uma opção dentro da matriz energética do País.
A energia nuclear é realmente necessária ao Brasil ou apenas uma opção?
Países que têm potencial para usar energia nuclar vão fazer isso, porque é uma questão de segurança energética. Nós temos um potencial hidráulico que possa atender a 100% das necessidades do País? Atualmente não. Existe potencial, mas não conseguimos explorar 100% em função de instalações. Não se pode, também, confiar o sistema energético a uma só fonte. Nós temos disponiblidade de urânio, tecnologia em termos de engenharia e tudo mais para explorar a energia nuclear. Para que usar uma fonte externa se podemos garantir a nossa segurança com fonte própria? A discussão é técnica.
Quanto a produção de energia nuclear representa, hoje, diante do total produzido pelo Brasil?
São dois parâmetros. Em termos de potência instalada, a energia nuclear representa pouco menos de três por cento. O restante é gerado por energia hidráulica e outras geradoras térmicas, principalmente o gás. Em termos de fornecimento de energia, a nuclear representa cinco por cento, ou seja, é a segunda maior fonte de energia do País. A tendência, nessa matriz, é chegar a 70% de energia hidráulica e o restante gerado por outras fontes, entre elas a nuclear. Gás e biomassa também são opções. É possível, ainda, ter parques eólicos, mas eles não vão atender esses 30% sozinhos.
Qual o investimento previsto para finalização de Angra 3?
A previsão é de R$ 7 bilhões. Uma usina nuclear hoje custa em torno de US$ 3,5 bilhões a U$$ 4 bilhões e o custo de instalação e geração se iguala a qualquer outra fonte térmica, como energia solar e gás. Carvão é mais barato, mas não para nós, que não temos a matéria-prima.
Como fica a construção das outras três usinas previstas no Programa Nuclear Brasileiro após crise do Japão?
A construção dessas usinas encontra-se em fase de escolha do local. Essa vai ser uma discussão importante, em função do que está sendo questionado no Japão sobre a localização das usinas. De qualquer forma, o Japão não seria a sociedade que é hoje se não fosse a energia nuclear, que atende 40% da demanda. No Brasil, nesse momento, a crise vai acirrar a discussão sobre a localização, em paralelo ao debate sobre a opção pela energia nuclear. O programa não será atrasado porque a fase é de levantamento de sítios. Há locais projetados para o Nordeste e Sudeste, mas ainda estamos na fase de seleção.
Especialistas defendem que o sistema de segurança do complexo de Fukushima Daiichi, onde ocorreu o incidente, é ultrapassado. O senhor concorda?
É ultrapassado no sentido de que as novas usinas têm novos conceitos de engenharia para aumentar a segurança. Trata-se de um complexo de 40 anos. A usina que enfrentou problemas, inclusive, estava prevista para sair de operação neste ano. E, apesar de ter concepção antiga, foi possível contornar o problema razoavelmente graças à incorporação de novos sistemas. As medidas tomadas, pelo fato de o complexo ser ultrapassado, não permitirão a preservação da usina. Depois que o reator for preenchido com água do mar, ele nunca mais poderá ser utilizado. Numa situação como a enfrentada pelo Japão, a primeira preocupação é com a população e o meio ambiente. Sacrificar a usina é o custo de um sistema de segurança mais antigo.
E no Brasil, qual o modelo de segurança adotado?
A usina brasileira trabalha com tecnologia diferente, não há geração de vapor dentro do reator, apenas água a temperatura e pressão altíssimas. Essa água sai do reator e vai para um sistema secundário externo, um gerador de vapor que gira as turbinas. Por isso, é mais fácil controlar uma situação de risco. Além disso existe uma contenção de concreto, projetada para conter o material radiativo. Temos ainda quatro geradores a diesel para o caso de faltar energia. O sistema de segurança é sempre atualizado com novas tecnologias.
Países que dependem da energia nuclear começam a questionar a segurança das próprias usinas. Na Alemanha, a crise oriental incentivou o fechamento de sete reatores que entraram em atividade antes de 1980. Eles permanecerão fechados enquanto o país reavalia sua política de energia nuclear.
No Brasil, onde existem fontes energéticas cuja exploração não oferece riscos, o Programa Nuclear Brasileiro foi reativado no segundo mandato do ex-presidente Lula, com previsão de construir quatro novas usinas. Francisco Rondinelli, diretor da Associação Brasileira de Energia Nuclear (Aben), defende a energia nuclear como questão de segurança energética. ''Ainda está cedo para condenar a energia nuclear. Precisamos aguardar a solução da crise no Japão para podermos conversar com bases mais concretas'', argumenta.
A crise nuclear no Japão evidenciou os riscos da exploração das usinas. O senhor acha que a energia nuclear é realmente viável?
O setor nuclear e a sociedade estão acompanhando os desdobramentos da situação no Japão para poder discutir o tema com mais embasamento. A preocupação atual é suprimir a situação de risco imposta às usinas japonesas. Para isso, a engenharia nuclear projetou uma série de medidas. Acreditamos no funcionamento dessas medidas porque foi um evento externo: terremoto seguido de outros terremotos e um tsunami. Não foi uma falha das usinas, que até suportaram os tremores. O problema foi nas instalações periféricas. Os tanques de combustíveis dos geradores de emergência foram deslocados e o sistema não funcionou. A preocupação hoje é com o desligamento total da usina e o risco de qualquer liberação descontrolada de material radiativo para a atmosfera. O setor está acompanhando a evolução, com expectativa de que a engenharia projetada resolva o problema. É natural que haja questionamentos, mas, no momento, temos que aguardar o desfecho da situação no Japão.
O Programa Nuclear Brasileiro, que foi retomado no governo Lula, prevê a construção de quatro novas usinas no País. Como fica o programa depois da crise japonesa?
A retomada começou com o início de construção de Angra 3, pela necessidade de aumento na geração de energia no parque nacional. A usina precisa ser concluída, porque já recebeu investimentos. Angra 3 está localizada em um sítio que já comporta as outras duas usinas, Angra 1 e 2, cuja performance é excelente em termos de geração e onde nunca houve ocorrências de risco. Uma vez definido o planejamento energético do País, identificou-se a necessidade de uma complementação térmica, pois não dá para depender totalmente das usinas hidráulicas. Como o País não tem carvão, usamos gás, que é importado, e a geração nuclear, que entra como opção porque temos engenharia e tecnologia. É mais uma opção dentro da matriz energética do País.
A energia nuclear é realmente necessária ao Brasil ou apenas uma opção?
Países que têm potencial para usar energia nuclar vão fazer isso, porque é uma questão de segurança energética. Nós temos um potencial hidráulico que possa atender a 100% das necessidades do País? Atualmente não. Existe potencial, mas não conseguimos explorar 100% em função de instalações. Não se pode, também, confiar o sistema energético a uma só fonte. Nós temos disponiblidade de urânio, tecnologia em termos de engenharia e tudo mais para explorar a energia nuclear. Para que usar uma fonte externa se podemos garantir a nossa segurança com fonte própria? A discussão é técnica.
Quanto a produção de energia nuclear representa, hoje, diante do total produzido pelo Brasil?
São dois parâmetros. Em termos de potência instalada, a energia nuclear representa pouco menos de três por cento. O restante é gerado por energia hidráulica e outras geradoras térmicas, principalmente o gás. Em termos de fornecimento de energia, a nuclear representa cinco por cento, ou seja, é a segunda maior fonte de energia do País. A tendência, nessa matriz, é chegar a 70% de energia hidráulica e o restante gerado por outras fontes, entre elas a nuclear. Gás e biomassa também são opções. É possível, ainda, ter parques eólicos, mas eles não vão atender esses 30% sozinhos.
Qual o investimento previsto para finalização de Angra 3?
A previsão é de R$ 7 bilhões. Uma usina nuclear hoje custa em torno de US$ 3,5 bilhões a U$$ 4 bilhões e o custo de instalação e geração se iguala a qualquer outra fonte térmica, como energia solar e gás. Carvão é mais barato, mas não para nós, que não temos a matéria-prima.
Como fica a construção das outras três usinas previstas no Programa Nuclear Brasileiro após crise do Japão?
A construção dessas usinas encontra-se em fase de escolha do local. Essa vai ser uma discussão importante, em função do que está sendo questionado no Japão sobre a localização das usinas. De qualquer forma, o Japão não seria a sociedade que é hoje se não fosse a energia nuclear, que atende 40% da demanda. No Brasil, nesse momento, a crise vai acirrar a discussão sobre a localização, em paralelo ao debate sobre a opção pela energia nuclear. O programa não será atrasado porque a fase é de levantamento de sítios. Há locais projetados para o Nordeste e Sudeste, mas ainda estamos na fase de seleção.
Especialistas defendem que o sistema de segurança do complexo de Fukushima Daiichi, onde ocorreu o incidente, é ultrapassado. O senhor concorda?
É ultrapassado no sentido de que as novas usinas têm novos conceitos de engenharia para aumentar a segurança. Trata-se de um complexo de 40 anos. A usina que enfrentou problemas, inclusive, estava prevista para sair de operação neste ano. E, apesar de ter concepção antiga, foi possível contornar o problema razoavelmente graças à incorporação de novos sistemas. As medidas tomadas, pelo fato de o complexo ser ultrapassado, não permitirão a preservação da usina. Depois que o reator for preenchido com água do mar, ele nunca mais poderá ser utilizado. Numa situação como a enfrentada pelo Japão, a primeira preocupação é com a população e o meio ambiente. Sacrificar a usina é o custo de um sistema de segurança mais antigo.
E no Brasil, qual o modelo de segurança adotado?
A usina brasileira trabalha com tecnologia diferente, não há geração de vapor dentro do reator, apenas água a temperatura e pressão altíssimas. Essa água sai do reator e vai para um sistema secundário externo, um gerador de vapor que gira as turbinas. Por isso, é mais fácil controlar uma situação de risco. Além disso existe uma contenção de concreto, projetada para conter o material radiativo. Temos ainda quatro geradores a diesel para o caso de faltar energia. O sistema de segurança é sempre atualizado com novas tecnologias.
Carolina Avansini
Reportagem local
Reportagem local
Folha de Londrina
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
PACIÊNCIA
Paciência, uma virtude difícil de colocar em prática
Faça um teste e descubra qual o seu perfil: zen, ponderado ou pavio curto?
MAUREN RIGO
Considerada uma das sete virtudes da humanidade, a paciência é uma boa arma para enfrentar a rotina alucinada. O problema é que, embora a gente saiba muito bem o que ela significa, muitas vezes não conseguimos colocá-la em prática. Nem quando contamos até 10.
Quem tem paciência pode viver mais e melhor, afinal, é capaz de enfrentar problemas de forma mais consciente e clara e não se deixa abater por qualquer imprevisto. Também consegue ter maior tolerância nos relacionamentos afetivos e falar menos bobagem (pois pensa antes de dizer alguma coisa que possa ofender).
– A paciência é a ciência da paz. Autocontrole, autoconhecimento e equilíbrio emocional são processos que requerem um investimento pessoal – afirma a psiquiatra Carmen Baldisserotto.
Investimento pessoal que também exige paciência, pois a paz interior não vem de mão beijada. Tornar-se uma pessoa mais tranquila depende, sobretudo, de dedicar tempo para si mesmo, para pensar na vida, para ficar em silêncio, para meditar. Mas quem se importa com isso quando as horas do dia são insuficientes para realizar todas as tarefas?
Perder a paciência em algumas situações pode ser algo compreensível. O caso se torna crítico quando acontecimentos comuns do cotidiano são suficientes para a pessoa explodir. O estresse e a mudança de humor não surgem apenas com problemas graves, como uma separação, uma doença ou um vício.
A paciência é colocada em prova com coisas bem pequenas do dia a dia. Os ataques de nervos estão cada vez mais comuns e, dependendo da pessoa, chegam a um ponto que o impaciente perde até a vergonha de ser grosseiro. Xingar pedestres na rua, entrar em uma luta corporal com quem roubou a vaga no estacionamento, surtar ao ver uma fila, fazer um escândalo quando o garçom demora a atender o pedido e ter um chilique se os últimos palitos da caixa de fósforos quebraram durante as tentativas de acender o fogão são sintomas de que algo não vai bem.
Para a terapeuta floral Fátima Perurena, a impaciência é um reflexo dos tempos em que estamos vivendo. O ritmo acelerado da vida faz com que a nossa saúde mental fique em segundo plano.
– As pessoas não conseguem mais se ouvir. Elas chegam em casa e ligam o rádio e a TV ao mesmo tempo e não param quietas nunca. Estão sempre no piloto automático e, assim, fica difícil se autoconhecer – lamenta.
Não há uma fórmula pronta para aprender a ter paciência, mas algumas atitudes já são de praxe entre os mais nervosos. Contar até 10 (ou até mil, se necessário) é a mais conhecida e há quem garanta que funciona. No intervalo de tempo em que se está contando, a mente desvia o pensamento do problema e permite uma melhor percepção. Na hora do surto, vale respirar fundo e até levar a sério a brincadeira do "tá estressado, vá pescar". A respiração lenta e profunda freia a ansiedade, assim como fazer um passeio e dar uma caminhada ajudam a espairecer.
Água de melissa, suco de maracujá e chá de camomila também têm efeito calmante. Mas, mesmo tomando essas providências, fique atento: dependendo da intensidade e da frequência dos ataques de nervos, você pode desenvolver uma doença.
A própria impaciência pode ser o sintoma de uma doença ligada aos transtornos de humor, como depressão e bipolaridade. Para a psiquiatra Carmen Baldisserotto, a falta de paciência não está só vinculada à quantidade de problemas que se tem.
– Quem não consegue passar por nenhuma situação um pouco mais difícil sem perder o controle com facilidade pode ter um problema sério. A pessoa deve procurar ajuda quando a impaciência, a irritabilidade, a brabeza, a raiva e o mau humor se tornam rotineiros e ela não consegue controlá-los – diz Carmen, salientando que o tratamento dependerá de cada caso, embora consista, basicamente, em psicoterapia e medicação.
TESTE
1. Você está jogando Paciência em seu computador e não vê saída para o jogo. O que você faz?
a) Segue reiniciando o jogo até conseguir avançar cada vez mais.
b) Faz uma pausa deixando o jogo onde você parou e volta para finalizá-lo mais tarde.
c) Irrita-se com o computador e pára de jogar.
a) Segue reiniciando o jogo até conseguir avançar cada vez mais.
b) Faz uma pausa deixando o jogo onde você parou e volta para finalizá-lo mais tarde.
c) Irrita-se com o computador e pára de jogar.
2. É hora da janta. Você já chamou o seu filho/irmão para comer duas vezes e ele não sai da frente do micro. Nessa hora, você:
a) Espera com o jantar à mesa até ele terminar o que está fazendo.
b) Aguarda um pouco, mas pede que seja rápido, pois a janta vai esfriar.
c) Come sozinho e deixa ele sem janta. Isso é para aprender a respeitar os horários.
a) Espera com o jantar à mesa até ele terminar o que está fazendo.
b) Aguarda um pouco, mas pede que seja rápido, pois a janta vai esfriar.
c) Come sozinho e deixa ele sem janta. Isso é para aprender a respeitar os horários.
3. Você sai de casa atrasado para uma reunião. No caminho, pega todas as sinaleiras fechadas. Como reage?
a) Fica angustiado, mas não faz nada. Sabe que não pode mudar essa situação.
b) Dá um jeito de ligar para a pessoa que irá encontrar para avisar que chegará atrasado.
c) Arranca na sinaleira fechada mesmo, sem pensar no risco que pode correr ou representar a alguém.
a) Fica angustiado, mas não faz nada. Sabe que não pode mudar essa situação.
b) Dá um jeito de ligar para a pessoa que irá encontrar para avisar que chegará atrasado.
c) Arranca na sinaleira fechada mesmo, sem pensar no risco que pode correr ou representar a alguém.
4. Seu chefe diz que seu projeto está uma porcaria. O que você faz?
a) Refaz o serviço e se sente um total incompetente.
b) Tenta discutir com o chefe e mostrar a ele que há pontos positivos no seu projeto.
c) Pede demissão na hora.
a) Refaz o serviço e se sente um total incompetente.
b) Tenta discutir com o chefe e mostrar a ele que há pontos positivos no seu projeto.
c) Pede demissão na hora.
5. Você tem um compromisso com os seus amigos e seu companheiro(a) está completamente atrasado(a).
a) Prepara um drinque e aguarda, afinal ele(a) tem todo o direito de se arrumar sem pressa.
b) Relembra ele(a) do horário e tenta se distrair. Deixa para conversar sobre isso em um outro momento.
c) Vai sozinho(a) e diz pro parceiro(a) chamar um táxi depois.
a) Prepara um drinque e aguarda, afinal ele(a) tem todo o direito de se arrumar sem pressa.
b) Relembra ele(a) do horário e tenta se distrair. Deixa para conversar sobre isso em um outro momento.
c) Vai sozinho(a) e diz pro parceiro(a) chamar um táxi depois.
6. Já se passou quase meia hora e a fila do banco não anda. O que você faz?
a) Espera e, se chegar alguém com muita pressa, ainda deixa a pessoa passar na sua frente.
b) Aguarda, mas lembra o gerente do banco que existe uma lei para não deixar os clientes esperando tanto tempo.
c) Demostra abertamente sua irritação e passa a ter inveja de idosos, gestantes e deficiente físicos.
a) Espera e, se chegar alguém com muita pressa, ainda deixa a pessoa passar na sua frente.
b) Aguarda, mas lembra o gerente do banco que existe uma lei para não deixar os clientes esperando tanto tempo.
c) Demostra abertamente sua irritação e passa a ter inveja de idosos, gestantes e deficiente físicos.
RESULTADO
O zen
Se respondeu mais a letra A, você sabe o que é viver em paz. Mesmo assim, fique atento: muita paciência pode ser preocupante. Veja se não está deixando os outros tirarem vantagem de você ou se não está prejudicando pessoas próximas (como equipe de trabalho). A paciência exacerbada pode retratar conformismo e resignação em relação à vida.
O ponderado
Se respondeu mais a letra B, você demonstra equilíbrio e controle emocional, o que o ajuda a tomar decisões com clareza e a não se exaltar por qualquer coisa. Continue assim, pois você sabe muito bem a hora em que deve aceitar uma situação (porque não tem como mudá-la) e o momento certo de reagir de forma positiva. Parabéns!
O pavio curto
Se respondeu mais a letra C, saiba que o mundo não gira ao seu redor e que nem tudo é como você quer. A falta excessiva de paciência pode refletir em egocentrismo. Reflita sobre as coisas que te tiram do sério e reveja suas atitudes. Aprenda a esperar. Tudo tem seu tempo. Será que você não está fazendo uma tempestade num copo d'água sem motivo?* No caso de empate, leve em conta os dois resultados finais e veja em qual mais se encaixa.
Fonte: teste criado pelas terapeutas Suzete Benites e Anna Seixas.
O zen
Se respondeu mais a letra A, você sabe o que é viver em paz. Mesmo assim, fique atento: muita paciência pode ser preocupante. Veja se não está deixando os outros tirarem vantagem de você ou se não está prejudicando pessoas próximas (como equipe de trabalho). A paciência exacerbada pode retratar conformismo e resignação em relação à vida.
O ponderado
Se respondeu mais a letra B, você demonstra equilíbrio e controle emocional, o que o ajuda a tomar decisões com clareza e a não se exaltar por qualquer coisa. Continue assim, pois você sabe muito bem a hora em que deve aceitar uma situação (porque não tem como mudá-la) e o momento certo de reagir de forma positiva. Parabéns!
O pavio curto
Se respondeu mais a letra C, saiba que o mundo não gira ao seu redor e que nem tudo é como você quer. A falta excessiva de paciência pode refletir em egocentrismo. Reflita sobre as coisas que te tiram do sério e reveja suas atitudes. Aprenda a esperar. Tudo tem seu tempo. Será que você não está fazendo uma tempestade num copo d'água sem motivo?* No caso de empate, leve em conta os dois resultados finais e veja em qual mais se encaixa.
Fonte: teste criado pelas terapeutas Suzete Benites e Anna Seixas.
Para quem tem paciência de ler
:: O Poder da Paciência _ Como Diminuir a Pressa e Ter Mais Felicidade, de M. J. Ryan (Editora GMT).
:: Paciência, Ter ou não Ter?, de Milton Paulo de Lacerda (Editora Vozes).
:: A Virtude da Paciência, de Milton Paulo de Lacerda (Editora Vozes).
:: A Arte de Lidar com a Raiva: o Poder da Paciência, de Dalai Lama (Editora Campus).
:: Paciência, de Francisco Candido Xavier e Emmanuel (Editora Céu).
:: O Poder da Paciência _ Como Diminuir a Pressa e Ter Mais Felicidade, de M. J. Ryan (Editora GMT).
:: Paciência, Ter ou não Ter?, de Milton Paulo de Lacerda (Editora Vozes).
:: A Virtude da Paciência, de Milton Paulo de Lacerda (Editora Vozes).
:: A Arte de Lidar com a Raiva: o Poder da Paciência, de Dalai Lama (Editora Campus).
:: Paciência, de Francisco Candido Xavier e Emmanuel (Editora Céu).
ZERO HORA
PSICOPATIA
Psicopata, a rigor designa toda pessoa que sofre de doença mental seja neurose ou psicose ou tem personalidade psicopática. Diferentes estudos comprovam que a psicopatia não se insere na categoria de doença mental mas sim num transtorno emocional, contudo nos últimos 20 anos, muitos estudos têm mostrado que assassinos e criminosos muito violentos têm evidências precoces de doença cerebral. Por exemplo, num estudo feito por Pamela Y. Blake, Jonathan H. Pincus e Cary Buckner - Neurologic abnormalities in murderers, 20 de 31 assassinos confessos e sentenciados possuiam diagnósticos neurológicos específicos:
- mais de 64% dos criminosos foram diagnosticados com anormalidades no lobo frontal.
Muitos comportamentos associados às relações sociais são controlados pelo lobo frontal, que está localizado na parte mais anterior dos hemisférios cerebrais. Todos os primatas sociais desenvolveram bastante o cérebro frontal, e a espécie humana tem o maior desenvolvimento de todos.
Contudo a personalidade psicopática, categoria nosológica, dá o nome ao grupo conhecido como sociopatas. Estes por sua vez, na perspectiva psicanalítica são os portadores de neuroses de carácter ou perversões sexuais.
- mais de 64% dos criminosos foram diagnosticados com anormalidades no lobo frontal.
Muitos comportamentos associados às relações sociais são controlados pelo lobo frontal, que está localizado na parte mais anterior dos hemisférios cerebrais. Todos os primatas sociais desenvolveram bastante o cérebro frontal, e a espécie humana tem o maior desenvolvimento de todos.
Contudo a personalidade psicopática, categoria nosológica, dá o nome ao grupo conhecido como sociopatas. Estes por sua vez, na perspectiva psicanalítica são os portadores de neuroses de carácter ou perversões sexuais.
Assim sendo a psicopatia (ou sociopatia) é um distúrbio mental ou emocional grave caracterizado por um desvio de carácter, ausência de sentimentos genuínos, frieza, insensibilidade aos sentimentos alheios, manipulação, egocentrismo, falta de remorso e culpa para actos cruéis e inflexibilidade com castigos e punições. Apesar da psicopatia ser muito mais frequente nos indivíduos do sexo masculino, também atinge as mulheres, em variados níveis, embora com características diferenciadas e menos específicas que a psicopatia que atinge os homens.
Embora popularmente a psicopatia seja conhecida como tal, ou como "sociopatia", cientificamente, a doença é denominada como sinónimo do diagnóstico do transtorno de personalidade anti-social.
A psicopatia parece estar relacionada a algumas importantes disfunções cerebrais, sendo importante considerar que um só único factor não é totalmente esclarecedor para causar o distúrbio; parece haver uma junção de componentes. Embora alguns indivíduos com psicopatia mais branda não tenham tido um histórico traumático, o transtorno - principalmente nos casos mais graves, tais como sádicos e serial killers - parece estar associado à mistura de três principais factores: disfunções cerebrais/biológicas ou traumas neurológicos, predisposição genética e traumas sociopsicológicos na infância (ex, abuso emocional, sexual, físico, negligência, violência, conflitos e separação dos pais etc.). Todo indivíduo anti-social possui, no mínimo, um desses componentes no histórico de sua vida, especialmente a influência genética, entretanto, nem toda pessoa que sofreu algum tipo de abuso ou perda na infância irá tornar-se uma psicopata sem ter uma certa influência genética ou distúrbio cerebral; assim como é inadmissível afirmar que todo psicopata já nasce com essas características. Portanto, a junção dos três factores torna-se essencial; há de se considerar desde a genética, traumas psicológicos e disfunções no cérebro (especialmente no lobo frontal e sistema límbico).
De maneira geral, nos homens, o transtorno tende a ser mais evidente antes dos 15 anos de idade, e nas mulheres pode passar despercebido por muito tempo, principalmente porque as mulheres psicopatas parecem ser mais discretas e menos impulsivas que os homens, e por se tratar de um transtorno de personalidade, o distúrbio tem eclosão evidente no final da adolescência ou começo da idade adulta, por volta dos 18 anos e geralmente acompanha por toda a vida.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Pensamento e Caráter
O aforisma, "Como um homem pensa em seu coração assim ele é," não somente abrange todo o ser de um homem, mas é tão compreensivo ao ponto de atingir cada condição e circunstância de sua vida. Um homem é literalmente aquilo que ele pensa, sendo seu caráter a soma completa de todos os seus pensamentos.
Assim como a planta brota, e não poderia existir sem a semente, da mesma forma cada ato de um homem brota das sementes ocultas do pensamento, e não poderia ter aparecido sem elas. Isso se aplica igualmente àqueles atos chamados "espontâneos" e "não-premeditados" assim como àqueles que são deliberadamente executados.O ato é o florescer do pensamento, e alegria e sofrimento são seus frutos; deste modo um homem colhe o fruto doce ou amargo de sua própria seara.
Pensamento na mente que nos molda. O que nós somosO homem é um resultado da lei, e não uma criação por artifício, e causa e efeito são tão absolutos e indesviáveis no reino oculto do pensamento quanto no mundo das coisas visíveis e materiais. Um caráter nobre e celestial não é uma coisa de favor ou sorte, mas é o resultado natural do esforço contínuo em pensar retamente, o efeito de uma profunda associação com pensamentos celestiais. Um caráter ignóbil e bestial, pelo mesmo processo, é o resultado de um contínuo acolhimento de pensamentos vis.
Através do pensamento forjamos e construímos. Se a mente de um homem
Tem pensamentos maus, dor virá sobre ele assim como vem
a carroça atráz dos bois . . . Se persevera em pureza
de pensamento a alegria o segue como sua própria sombra - com certeza.
O homem é feito ou desfeito por si mesmo; no arsenal do pensamento ele forja as armas com as quais destrói a si próprio. Ele também cria as ferramentas com as quais constrói para si mansões celestes de alegria, força e paz. Através da escolha certa e aplicação correta do pensamento, o homem ascende à Divina Perfeição; através do abuso e aplicação incorreta do pensamento, ele desce abaixo do nível da besta. Entre esses dois extremos estão todos os tipos de caráter, e o homem é seu criador e mestre.
De todas as belas verdades pertencentes à alma que foram restauradas e trazidas à luz nesta época, nenhuma é mais alegre ou proveitosa em divina promessa e confiança do que essa - que o homem é o mestre do pensamento, o modelador do caráter, e construtor e forjador da condição, ambiente, e destino.
Como um ser de Poder, Inteligência, e Amor, e o senhor de seus próprios pensamentos, o homem possui a chave para cada situação, e carrega dentro de si o poder transformativo e regenerativo pelo qual ele faz de si próprio o que ele deseja.
O homem é sempre o mestre, mesmo em seu estado mais fraco e abandonado; mas em sua fraqueza e degradação ele é o mestre tolo que desgoverna sua própria "casa." Quando ele começa a refletir sobre sua condição, e a procurar diligentemente pela Lei sobre a qual seu ser está estabelecido, ele então torna-se o mestre sábio, dirigindo suas energias com inteligência, e dirigindo seus pensamentos para fins frutíferos. Tal é o mestre consciente, e o homem pode somente assim se tornar descobrindo dentro de si mesmo as leis do pensamento; tal descoberta é totalmente resultado de aplicação, auto-análise, e experiência.
Somente através de muita procura e mineração são ouro e diamantes encontrados, e o homem pode encontrar cada verdade conectada com o seu ser se ele cavar fundo dentro da mina de sua alma. E que ele é o criador de seu caráter, o moldador da sua vida, e construtor do seu destino, ele pode provar sem erro: se ele cuidar, controlar, e alterar seus pensamentos, traçando seus efeitos sobre si mesmo, sobre outros, e sobre sua vida e circunstâncias; se ele ligar causa e efeito por meio de prática paciente e investigação, utilizando cada experiência sua, mesmo a mais trivial, como meio de obter conhecimento sobre si mesmo.
Nessa direção, como em nenhuma outra, está a lei absoluta que "Aquele que busca achará e àquele que bate abrir-se-lhe-á"; pois somente pela paciência, prática e incessante insistência pode um homem entrar através da Porta do Templo do Conhecimento.
A mente de um homem pode ser comparada a um jardim, que pode ser inteligentemente cultivado ou deixado crescer abandonado; mas se cultivado ou negligenciado, ele deve, e irá, produzir. Se sementes úteis não forem colocadas dentro dele, então uma abundância de sementes inúteis de ervas daninhas irão cair alí dentro, e continuarão a produzir sua espécie.
Assim como um jardineiro cultiva seu canteiro, mantendo-o livre de ervas daninhas, e plantando as flores e frutos que ele requer, igualmente pode um homem cultivar o jardim de sua mente, arrancando e jogando fora todos os pensamentos errados, inúteis, e impuros, e cultivando com perfeição as flores e frutos de pensamentos retos, úteis, e puros.
Através deste processo, mais cedo ou mais tarde, um homem descobre que ele é o jardineiro-mestre de sua alma, o dirigente de sua vida. Ele também revela, dentro de si, as leis do pensamento, e entende com crescente exatidão, como as forças do pensamento e elementos da mente operam na moldagem do seu caráter, circunstâncias, e destino.
Pensamento e caráter são um, e como o caráter pode somente manifestar-se e descobrir-se através do ambiente e circunstância, as condições externas da vida de uma pessoa irão sempre estar harmoniosamente relacionadas com o seu estado interno. Isso não significa que as circunstâncias de um homem em um determinado momento são uma indicação de seu caráter completo, mas que aquelas circunstâncias estão intimamente conectadas com algum fator-pensamento vital dentro dele que, naquele momento, elas são indispensáveis ao seu desenvolvimento.
Cada homem está aonde está pela lei do seu ser. Os pensamentos que ele tem construído dentro de seu caráter o trouxeram até alí, e na organização de sua vida não existe nenhum elemento de sorte, mas tudo é o resultado de uma lei que não pode errar. Isso é tão verdade em relação àqueles que se sentem "em desarmonia" com o seu meio, como aos que estão contentes com ele.
Como um ser progressivo e em evolução, o homem está aonde ele está para que ele possa aprender que ele pode crescer; e ao aprender a lição espiritual que cada circunstância contém para ele, ela vai embora e dá lugar a outras circunstâncias.
O homem é golpeado pelas circunstâncias enquanto ele pensar que é uma criatura de condições externas. Mas quando ele entende que ele é um poder criativo, e que ele pode comandar o solo oculto e as sementes do seu ser, de onde as circunstâncias brotam, ele então torna-se o legítimo mestre de si próprio.
Que circunstâncias nascem do pensamento, cada homem que tenha por algum período de tempo praticado autocontrole e autopurificação sabe, pois ele terá notado que a alteração em suas circunstâncias foi em exata proporção com a sua condição mental alterada. Isso é tão verdade que quando um homem sinceramente trabalha para remediar os defeitos em seu caráter, e faz progresso imediato e marcante, ele passa rapidamente por uma sucessão de vicissitudes.
A alma atrai aquilo que ela secretamente abriga; aquilo que ela ama, e também aquilo que ela teme. Ela atinge o cume de suas mais caras aspirações; ela cai ao nível de seus desejos impuros - e as circunstâncias são os meios pelo qual a alma recebe o que lhe é devido.
Cada semente de pensamento semeada ou deixada cair dentro da mente, criando raíz lá, produz sua espécie, florescendo mais cedo ou mais tarde em ação, e trazendo seu próprio fruto de oportunidade e circunstância. Bons pensamentos trazem bons frutos, maus pensamentos maus frutos.
O mundo externo da circunstância molda-se ao mundo interno do pensamento, e condições externas agradáveis e desagradáveis são fatores que determinam o bem-estar final do indivíduo. Como o ceifeiro de sua própria colheita, o homem aprende tanto pelo sofrimento como pela felicidade.
Seguindo os mais secretos desejos, aspirações, e pensamentos pelos quais ele permite ser dominado (perseguindo imaginações impuras ou firmemente trilhando a estrada de esforços fortes e elevados), um homem finalmente chega à fruição e e realização nas condições externas de sua vida. As leis de crescimento e ajustamento estão em efeito em todos os lugares.
Um homem não vem à destituição ou prisão pela tirania do destino ou circunstância, mas pela trilha de pensamentos vis e desejos baixos. Muito menos um homem de mente pura cai repentinamente na criminalidade pela pressão de qualquer mera força externa; o pensamento criminoso tinha por muito tempo sido secretamente alimentado dentro do coração, e a hora da oportunidade revelou seu poder acumulado.
A circunstância não faz o homem; ela o revela a si próprio. Não existem condições como cair no vício e seus respectivos sofrimentos se não por inclinações viciosas, ou ascender à virtude e sua pura felicidade sem o cultivo continuado de aspirações virtuosas. E o homem, portanto, como o Senhor e mestre do pensamento, é o construtor de si próprio, o modelador e autor do seu meio.
Já ao nascer, a alma é o que ela é, e a cada passo de sua peregrinação terrena ela atrai aquelas combinações de condições que a revelam, que são as reflexões de sua própria pureza e impureza, sua força e fraqueza.
O homens não atraem aquilo que eles querem, mas aquilo que eles são. Seus caprichos, fantasias, e ambições são frustrados a cada passo, mas os seus pensamentos e desejos mais profundos são nutridos com seu prórpio alimento, quer seja ele imundo ou limpo. A "divindade que molda nossos destinos" está dentro de nós mesmos; ela é o nosso próprio eu. O homem é algemado somente por si próprio.
Pensamento e ação são os carcereiros do Destino - eles aprisionam, sendo mesquinhos. Eles também são os anjos da Liberdade - eles libertam, sendo nobres. Não o que ele deseja e pede em oração, é o que o homem consegue, mas aquilo que ele justamente merece. Seus desejos e orações são somente gratificados e respondidos quando eles se harmonizam com seus pensamentos e ações.
À luz dessa verdade, o que, então, é o significado de "lutar contra as circunstâncias"? Isso significa que um homem está continuamente se revoltando contra um efeito exterior, enquanto o tempo inteiro ele está nutrindo e preservando sua causa dentro de seu coração. Essa causa pode tomar a forma de um vício consciente ou uma fraqueza inconsciente; mas seja lá o que for, obstinadamente retarda os esforços de seu portador, e assim clama bem alto por um remédio.
O homens são ansiosos para melhorar suas circunstâncias, mas são indispostos para melhorar a si mesmos. Eles, portanto, permanecem amarrados. O homem que não se afasta da autocrucificação jamais pode falhar em alcançar o objetivo que está em seu coração. Isso é verdade tanto das coisas terrenas como das coisas celestiais. Mesmo um homem cujo o único objetivo é conseguir riquezas deve estar preparado para fazer grandes sacrifícios pessoais antes de alcançar seu objetivo; e quanto mais se pode dizer daquele que deseja alcançar uma vida forte e bem equilibrada?
Eis aqui um homem que é miseravelmente pobre. Ele é extremamente ansioso para que seu meio e confortos do lar sejam melhorados. Mesmo assim, o tempo inteiro ele foge do seu trabalho, e considera-se justificado em tentar enganar seu empregador, alegando que seu salário é insuficiente. Tal homem não entende os mais simples rudimentos dos princípios que são a base da verdadeira prosperidade. Ele não somente está totalmente incapacitado para sair da sua miséria, mas na realidade, está atraindo para si mesmo uma miséria ainda mais profunda, por enfatizar dentro de si e colocar em prática pensamentos indolentes, enganosos e covardes.
Eis aqui um homem rico que é vítima de uma dolorosa e persistente doença que é o resultado de sua gulodice. Ele está disposto a gastar grandes quantias de dinheiro para se livrar de sua doença, mas ele não sacrificará seus desejos glutônicos. Ele quer gratificar seu paladar com comidas ricas e não naturais e ainda assim ter uma boa saúde. Tal homem está totalmente incapacitado para ter uma boa saúde, porque ele ainda não aprendeu os primeiros princípios de uma vida saudável.
Eis aqui um empregador que adota medidas desonestas para evitar o pagamento de um salário justo, e na esperença de aumentar seu lucro, reduz os salários dos seus funcionários. Tal homem está da mesma forma incapacitado para ter prosperidade. E quando se tornar um fracassado, tanto em relação à reputação como às riquezas, ele põe a culpa nas circunstâncias, não sabendo que ele é o único autor de sua própria condição.
Eu apresentei esses três casos meramente como uma ilustração da verdade que o homem é a causa (embora quase sempre inconscientemente) de suas circunstâncias. Que, esperando sempre por um bom final, ele está continuamente frustrando sua realização por encorajar pensamentos e desejos que não podem jamais harmonizar-se com aquele fim. Tais casos poderiam ser multiplicados e variados quase interminavelmente, mas isso não é necessário. O leitor pode, se assim decidir, investigar a ação das leis do pensamento em sua própria mente e vida, e até que isso seja feito, meros fatos externos não podem servir como uma base de raciocínio.
Circunstâncias, entretanto, são muito complicadas, o pensamento está tão profundamente enraizado, e as condições de felicidade variam tão amplamente com indivíduos, que a condição completa da alma de um homem (embora isso seja conhecido por ele próprio) não pode ser julgada por uma outra pessoa unicamente pelo aspecto externo de sua vida.
Um homem pode ser honesto em certas direções, e ainda sofrer privações. Um homem pode ser desonesto em certas direções, e ainda adquirir riquezas. Mas a conclusão geralmente formada que um homem fracassa por causa de sua particular honestidade, e que o outro prospera por causa de sua particular desonestidade, é o resultado de um julgamento superficial, que considera que o homem desonesto é quase totalmente corrupto, enquanto o homem honesto é quase inteiramente virtuoso.
À luz de um conhecimento mais profundo e experiência mais abrangente, tal julgamento é errado. O homem desonesto pode ter algumas virtudes admiráveis que o outro não possui; e o homem honesto vícios repulsivos que são ausentes no outro. O homem honesto colhe os bons resultados de seus pensamentos e atos honestos; ele também tráz sobre si os sofrimentos que seus vícios produzem. O homem desonesto, da mesma maneira, ceifa seu próprio sofrimento e felicidade.
É agradável à vaidade humana acreditar que alguém sofre por causa da sua própria virtude. Mas só depois que um homem tenha extirpado cada pensamento doente, amargo, e impuro de sua mente, e lavado cada mancha pecaminosa da sua alma, é que ele está em uma posição para saber e declarar que seus sofrimentos são resultado de suas boas ações, e não de suas más qualidades.
E no caminho à esta perfeição suprema, ele terá encontrado em sua mente e vida, a Grande Lei que é absolutamente justa, e que não pode pagar o bem com mal, mal com bem. Portador de tal conhecimento, ele então saberá, olhando para o seu passado de ignorância e cegueira, que sua vida é, e sempre foi, justamente ordenada, e que todas as suas experiências passadas, boas e más, foram o produto equitativo de seu ser não evoluido em evolução.
Bons pensamentos e ações jamais podem produzir maus resultados. Maus pensamentos e ações jamais podem produzir bons resultados. Isso é simplesmente como dizer que nada pode vir do milho a não ser milho, das urtigas somente urtigas. Os homens entendem essa lei no mundo natural, e trabalham com ela. Mas poucos a entendem no mundo mental e moral (embora sua operação lá seja igualmente simples e inevitável), e eles, portanto, não cooperam com ela.
Sofrimento é sempre o efeito do pensamento errado em alguma direção. É uma indicação de que o indivíduo está em desarmonia consigo mesmo, com a lei do seu ser. O único e supremo propósito do sofrimento é para purificar, para queimar tudo o que é inútil e impuro. Sofrimento cessa para aquele que é puro. Não existe nenhum objetivo em queimar o ouro depois que as impurezas já foram removidas, e um ser perfeitamente puro e esclarecido não poderia sofrer.
As circunstâncias que um homem encontra com o sofrimento são o resultado de sua própria desarmonia mental. As circunstâncias que um homem encontra com a bem-aventurança, não possessões materiais, são o resultado de pensar retamente. Infelicidade, não a falta de possessões materiais, é o resultado do pensamento errado. Um homem pode ser amaldiçoado e rico; ele pode ser abençoado e pobre.
Bençãos e riquezas são somente unidas quando as riquezas são correta e sabiamente usadas. E o homem pobre somente cai em infelicidade quando ele considera seu fado como um fardo injustamente imposto.
Indigência e indulgência são os dois extremos da miséria. Ambas são não naturais e o resultado de desordem mental. Um homem não está corretamente condicionado até que ele seja feliz, saudável, e um ser próspero. E felicidade, saúde, e prosperidade são o resultado de um ajustamento harmonioso do interior com o exterior, do homem com o seu meio.
Um homem somente começa a ser um homem quando ele cessa de lamentar-se e condenar-se, e começa a procurar pela justiça oculta que regula a sua vida. E à medida que ele adapta a sua mente a esse elemento regulador, ele cessa de acusar os outros como a causa de sua condição, e constrói a si próprio em pensamentos fortes e nobres. Ele cessa de chutar contra as circunstâncias, mas começa a usá-las como auxílio para o seu mais rápido progresso, e como um meio de descobrir os poderes ocultos e possibilidades dentro de si mesmo.
Lei, não confusão, é o princípio dominante no universo. Justiça, não injustiça, é a alma e a substância da vida. E retidão, não corrupção, é a força que molda e faz mover no governo espiritual do mundo. Sendo dessa maneira, o homem tem simplesmente que endireitar-se para compreender que o universo é correto; e durante esse processo de endireitar-se, ele entenderá que ao alterar seus pensamentos em relação às coisas e outras pessoas, as coisas e outras pessoas alterarão da mesma forma em relação a ele.
A prova dessa verdade está em cada pessoa, e portanto ela permite fácil investigação através de instrospecção sistemática e auto-análise.
Deixe um homem radicalmente alterar seus pensamentos, e ele ficará assombrado com a rápida transformação que se efetuará nas condições materiais de sua vida.
Os homens imaginam que o pensamento pode ser mantido em segredo, mas não pode. Ele rapidamente cristaliza-se em hábito, e hábito solidifica-se em circunstância.
- Pensamentos bestiais cristalizam-se em hábitos de embriaguez e sensualidade, que solidificam-se em circunstâncias de destituição e doença.
- Pensamentos impuros de qualquer natureza cristalizam-se em hábitos nervosos e confusos, que solidificam-se em circunstâncias distrativas e adversas.
- Pensamentos de medo, dúvida, e indecisão cristalizam-se em hábitos fracos, covardes, e irresolutos, que solidificam-se em circunstâncias de fracasso, indigência, e dependência.
- Pensamentos preguiçosos cristalizam-se em hábitos de falta de higiene e desonestidade, que solidificam-se em circunstâncias de sujeira e mendicância.
- Pensamentos odiosos e condenatórios cristalizam-se em hábitos de acusação e violência, que solidificam-se em circunstâncias de ofensa e perseguição.
- Pensamentos egoístas de qualquer forma cristalizam-se em hábitos de egocentrismo, que solidificam-se em circunstâncias mais ou menos desesperadoras.
- Pensamentos puros cristalizam-se em hábitos de temperança e autocontrole, que solidificam-se em circunstâncias de repouso e paz.
- Pensamentos de coragem, autoconfiança, e decisão cristalizam-se em hábitos viris, que solidificam-se em circunstâncias de sucesso, plenitude, e liberdade.
- Pensamentos energéticos cristalizam-se em hábitos de limpeza e industriosidade, que solidificam-se em circunstâncias de prazer.
- Pensamentos amáveis de perdão cristalizam-se em hábitos de gentileza, que solidificam-se em circunstâncias protetoras e preservativas.
- Pensamentos de amor e altruísmo cristalizam-se em hábitos de esquecer-se de si próprio pelos outros, que solidificam-se em circunstâncias de prosperidade certa e duradoura, e riquezas verdadeiras.
A natureza ajuda cada homem para a gratificação dos pensamentos que ele mais encoraja, e oportunidades são apresentadas que irão rapidamente trazer à tona tanto bons como maus pensamentos.
Deixe um homem cessar de seus pensamentos pecaminosos, e todo o mundo se suavizará em relação a ele, e estarão prontos para ajudá-lo. Deixe-o por de lado seus pensamentos fracos e doentios, e oh! oportunidades irão jorrar para apoiar suas fortes resoluções.
Deixe-o encorajar bons pensamentos, e nenhum mau destino o amarrará à miséria e vergonha. O mundo é seu caleidoscópio, e as combinações variadas de cores que a cada momento sucessivo se apresentam a você, são as imagens estranhamente ajustadas de seus pensamentos em constante movimento.
Você será o que deseja ser;
Deixe o fracasso encontrar seu falso conteúdo
Naquele mundo pobre, "ambiente,"
Mas o espírito o despreza, e é livre.
Ele domina o tempo, ele conquista o espaço;
Ele intimida aquele arrogante trapaceiro, Acaso,
E ordena à tirana Circunstância
Entregue a coroa, e assuma o lugar do servo.
A humana Vontade, aquela força invisível,
A prole de uma alma imortal,
Pode abrir caminhos para qualquer meta,
Embora paredes de granito interfiram.
Não seja impaciente com a demora,
Mas espere como alguém que entende;
Quando o espírito acorda e comanda,
Os deuses estão prontos para obedecer.
Fonte: http://www.mensagens.org
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